7 de outubro de 2009

Sabedoria sem Respostas: Uma Breve Introdução à Filosofia








Tradução de Bruno .M. Lima
Lisboa: Temas e Debates, 2008, 2009 pp., 11,00 €



Crítica: Bruno Matheus


APRESENTAÇÃO.


Apresentar a filosofia aos estudantes, assim como ao público em geral, enfrenta quase sempre esta dificuldade: habituados que estamos a um sistema educativo dogmático, que coloca a ênfase na mera transmissão da informação, do conhecimento adquirido, e não na capacidade para descobrir, para fazer conhecimento, tanto os estudantes como o público em geral tende a ler ou ouvir passivamente o que lhe é dito.

Para os estudantes e para o público em geral a filosofia é apenas mais uma disciplina, como a física ou a história.


Num certo sentido, é verdade que a filosofia é apenas mais uma disciplina.

Mas como a ideia que temos das outras disciplinas está distorcida por um sistema educativo dogmático, tendemos a pensar que estudar filosofia é uma questão de compreender e saber explicar as ideias de Platão ou Kant, Descartes ou Popper, Hume ou Kripke, tal como estudar física é saber repetir muito bem as teorias estabelecidas.

Em ambos os casos se trata de meras caricaturas das disciplinas em causa.

A essência da filosofia, tal como a essência da física ou da literatura, está no fazê-las, e não no repeti-las.
Evidentemente, em filosofia como nas outras disciplinas, é necessário conhecer as teorias estabelecidas, é necessário dispor de informação sobre o que se fez, como se fez e por que razão se fez.

Mas se nos limitarmos a fazer relatórios do que se fez, não estaremos a fazer filosofia, nem literatura, nem física.

Como se estimula, então, o público e os estudantes a fazer filosofia, ao invés fazer apenas relatórios? Alguns livros introdutórios de filosofia procuram fazer isso mesmo. Um deles é o livro Que Quer Dizer Tudo Isto?, de Thomas Nagel. Outro é o presente livro.


Com 14 capítulos que apresentam outras tantas áreas da filosofia, cada capítulo procura mostrar que mal nos pomos a pensar de forma sistemática e não dogmática há problemas reais, que geram perplexidades inultrapassáveis, e a que se torna urgente procurar dar resposta.

Mas este não é um livro de respostas; o objectivo é tornar vivas e urgentes os problemas e as perguntas.

Depois de se sentir na pele a realidade dos problemas filosóficos, compreende-se melhor as ideias dos grandes filósofos do passado e do presente, que procuram, precisamente, responder a esses problemas com as suas teorias e argumentos.


Assim, na parte final do livro (e ao contrário do livro de Thomas Nagel), encontra-se uma informativa bibliografia para cada um dos capítulos.


Ao longo dos capítulos os autores argumentam e contra-argumentam intensivamente.


Não se trata de apresentar dogmaticamente, por exemplo, o problema do livre-arbítrio; trata-se de tornar este problema vivo e real, enfrentando os primeiros argumentos intuitivos que procuram afastar o problema apresentando respostas inadequadas.


Deste modo, os autores combatem efectivamente o cepticismo ingénuo quanto à filosofia, de que sofrem infelizmente muitos cientistas e — surpreendentemente — muitos professores de filosofia.


Este cepticismo é a ideia de que a filosofia é um artificialismo histórico e não uma forma de enfrentar problemas urgentes e vivos.


Do ponto de vista deste cepticismo, os problemas da filosofia são artificialismos opcionais — da nossa linguagem, da nossa história ou de outra coisa qualquer.


Tanto podemos tomá-los como importantes como abandoná-los ao esquecimento.


Este livro é um bom antídoto para este cepticismo porque apresenta directamente os problemas filosóficos, argumentando e contra-argumentando com tal força que todas as tentativas de fugir à realidade dos problemas filosóficos ficam bloqueadas.


E bloquear estas fugas é libertar o espírito humano.



Sobre os autores


bruño .M. Lima è um critico q gosta de criticar tudo q
os oltros criticos tem medo de criticar ....


O que ele dis


bruño .M. Lima bom eu ñ me acho um critico
assim ja dizia o poeta eu sei q nada sei mais de uma coisa
eu sei q me falta a aprender

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